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Quadrinhos digitais vs. quadrinhos físicos: qual a melhor leitura?

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A popularização dos tablets, smartphones e leitores digitais abriu uma nova fatia do mercado para quadrinhos digitais. As editoras têm investido muito nesta vertente, mas ainda são poucos os leitores que realmente abriram mão dos quadrinhos físicos. Afinal, qual dos dois funciona melhor e como as principais publicações se adaptaram ao mercado digital?

As editoras americanas estão trabalhando para aumentar os leitores no mercado digital (Foto: Reprodução)

Recentemente, a Marvel Comics lançou linha chamada Infinite Comics, com quadrinhos disponíveis exclusivamente para o mercado digital. Os leitores podem comprá-la através de umapp online, que também oferece versões digitais dos quadrinhos disponíveis em bancas. Além disso, o lar do Homem-Aranha, Hulk e companhia também lançou Marvel AR, aplicativo de Realidade Aumentada que permite ter acesso a conteúdo extra nas revistas, como making of, novas imagens e comentários dos criadores.

Enquanto isso, a grande concorrente da editora, a DC Comics , também começou a investir pesado na nova mídia. Desde que reformulou suas séries mensais, em agosto do ano passado, a editora do Superman e Batman começou a disponibilizar as HQs digitais no mesmo dia em que as físicas eram lançadas nas lojas.

É esse tipo de iniciativa que fez Marcio Takara , desenhista de Blue Beetle (Besouro Azul), parar a leitura convencional e adotar o tablet. "Eu acho ótimo ler pelo iPad, por causa do tamanho e das cores, que não sofrem alteração na imagem. Por ocupar muito espaço, parei de guardar revistas comigo. O formato digital é perfeito para mim! Zero espaço físico! Nos últimos meses, só tenho lido HQs pelo meu iPad", contou Takara.
Leitura pelo tablet (Foto: Reprodução)

Rod Reis , colorista de séries comoAquaman e Nightwing (Asa Noturna), também faz parte do time dos que trocou o meio físico pelo digital e acredita em uma revolução no mercado. "Nele (meio digital), você pode dar zoom na página e ver os detalhes, além de apps que guiam o leitor quadro a quadro. No tablet, você pode apreciar a arte de uma forma diferente porque você vê de forma mais nítida e com mais detalhes. Acredito que o impacto dessa 'Era Digital dos Quadrinhos' vai ser tão grande que a própria maneira de fazer quadrinhos vai mudar um pouco para se adaptar à nova mídia."

Quem também endossa o coro do meio digital é um dos desenhistas de Deathstroke(Exterminador), Eduardo Pansica , por ser ecologicamente econômico: "a questão ambiental pode fazer as pessoas trocarem o papel pela adesão do tablet. Hoje, elas podem ter o mesmo conteúdo digitalmente sem a necessidade de usar uma árvore sequer."
Porém, mesmo com essas vantagens, Adriana Melo , responsável pela arte de Birds of Prey(Aves de Rapina), não conseguiu abrir mão da leitura dos quadrinhos físicos por considerar o contato muito "frio" entre o leitor e obra. "Sou maluca por tecnologia, gadgets, uma Apple-loverassumida! Mesmo assim, acho que nada ainda substitui a revista de papel e aquela sensação de tê-la em mãos, com cheirinho de nova, recém-tirada do pacote! Curto as duas formas de leitura, mas ainda prefiro a leitura com os exemplares físicos."

Júlio Ferreira, arte-finalista das HQs Stormwatch, Demon Knights e Catwoman (Mulher-Gato), também alerta para as desvantagens, principalmente para os marujos de primeira viagem. "Você tem que tomar um cuidado extra com o manuseio do seu suporte de leitura. Ocasionalmente há problemas de reflexos na tela, comandos involuntários para os menos treinados e coisas do tipo. E leitura por smartphones é mais complicado ainda por causa do tamanho. Só dá para ler um quadrinho de cada vez, no modo automático ou dando zoom e a experiência geral de se ler uma página de quadrinhos se perde".

Além disso, o mercado de quadrinhos digitais ainda não é muito aberto para o público brasileiro. Todos os aplicativos de leitura das editoras estão em sua língua original (inglês) e não existe a possibilidade de selecionar um idioma diferente. O TechTudo entrou em contato com a Panini Comics, editora que publica esses quadrinhos em bancas no Brasil, sobre a possibilidade de lançá-las também digitalmente, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.

Twitter comemora 6 anos com 500 milhões de usuários

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No dia 21 de março de 2006, o co-fundador do Twitter, Jack Dorsey, postava no microblog: “just setting up my twttr”. Quando os fundadores criaram a rede, não faziam ideia até onde o Twitter chegaria, conquistando milhões de pessoas ao redor do mundo. E ainda não sabem, pois tudo indica que a rede social não vai parar de crescer e adquirir cada dia mais fãs. O sucesso é tanto que a palavra "tuitar" já está presente no dicionário.

Twitter comemora seis anos (Foto: Reprodução)

Hoje, depois de seis anos no ar, o microblog atingiu a marca de aproximadamente 500 milhões de usuários no mundo (entre ativos e não ativos). Em pouquíssimo tempo, o Twitter se tornou um lugar na rede para trocar informações, seguir pessoas e saber das últimas novidades de quem seguimos. Celebridades e fãs se sentem cada vez mais próximos através dos retweets e outras possibilidades da rede.

Rapidez na informação

As pequenas mensagens de 140 caracteres são atualizadas tão rapidamente que, em alguns casos, o Twitter foi responsável por “furar” a própria imprensa. Foi o caso da morte de Whitney Houston. A rede social divulgou a mensagem sobre a cantora 27 minutos antes dos veículos jornalísticos. O usuário Big Chorizo (@chilemasgrande) foi o responsável por falar primeiro sobre o assunto na rede com o tweet “Minhas fontes dizem que Whitney Houston foi encontrada morta em um hotel em Beverly Hills (...) nada foi noticiado ainda”.
Esse é apenas um exemplo de como as mídias sociais estão produzindo informações cada vez mais rápido em relação às convencionais. Tanto que os próprios veículos já pedem que as pessoas twittem e mandem informações para ajudar a imprensa.

O alcance dos tópicos mais comentados: Trending Topics

Os Trending Topics são os assuntos mais
comentados ao redor do mundo (Foto: Reprodução)

Trending topics é a lista dos assuntos mais comentados no mundo em tempo real através do símbolo da hashtag. O uso do # faz com que as informações sejam facilmente encontradas por outros usuários que buscam publicações sobre o mesmo tema.

O trending topics é tão importante que, não raro, se torna responsável por mostrar o que será noticiado pelos veículos de comunicação em algumas horas. Ou seja, o tópico mais comentado no Twitter em dado momento pode acabar virando reportagem dos veículos de comunicação.

Entre elas, uma das hashtag mais famosas no Brasil é o #lingerieday, em que tuiteiras e tuiteiros compartilham uma foto sua usando roupas íntimas na rede social.
Casos “fail” no Twitter...

Através do crescimento da rede social, as empresas vêm tentando fazer do microblog uma espécie de espaço publicitário para seus produtos. Com o crescimento do número de usuários a cada ano que passa, a rede é um ótimo aliado das organizações. Certo? Nem sempre. Foi o caso do uma famosa lanchonete, que fez uma promoção através de uma publicação e não teve o efeito esperado. A campanha, que pedia aos internautas para compartilharem boas lembranças ligadas à marca, sofreu diversas críticas com comentários negativos. Além disso, já houve diversos casos em que usuários fizeram comentários considerados indecentes, racistas ou preconceituosos e foram banidos do Twitter e até mesmo presos.

... e também histórias com finais felizes

Casal arrecada R$27 mil depois de apelo no Twitter
(Foto: Reprodução)

O Twitter também já teve lá seus casos inusitados. Como no episódio do casamento entre os ingleses Lauren Lane e Daniel Welch, que através de um apelo feito no microblog conseguiram arrecadar a quantia aproximada de R$27 mil para a realização da festa. Recentemente, uma moradora de rua ficou famosa depois que começou a usar o Twitter. AnnMarie Walsh dizia em suas publicações que sentia conforto sabendo que tinha pessoas lendo o que postava. A americana conseguiu um lar temporário, após participar de um evento sobre o Twitter.

Nem tudo é um mar de rosas

Como tudo na Internet, o Twitter também é alvo de vírus e spam. De acordo com a BitDefender, companhia criadora do SafeGo, software para proteção aos usuários do microblog, pelo menos 1% dos 350 bilhões de tweets diários contém links para sites perigosos. Ainda segundo a empresa, cada usuário recebe em média 17 publicações contendo vírus. Isso acontece porque, como os internautas estão acostumados com a mensagem curta, acabam não se preocupando com os links que clicam.
Agora, com seis anos da rede social, o que percebemos é que o Twitter não é apenas uma ferramenta de relacionamento. É um jeito de se conectar com o mundo através de inúmeras possibilidades de criar dinamismo e, não raro, ser responsável por dar voz e popularizar os assuntos e acontecimentos ao redor do planeta.

Streaming de música: qual é o melhor?

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Ouvir música na internet se tornou uma verdadeira mania. Nos últimos anos, nasceram diversos sites dedicados a oferecer este serviço – cada um com suas particularidades. Sejam pagos ou gratuitos, estes sites crescem de maneira assustadora no mercado da web, e você também pode usufruir deles.
Usar um serviço de streaming musical basicamente permite que você ouça as suas canções favoritas, seja no seu computador ou em dispositivos móveis, online ou offline, além de compartilhar as listas de reprodução com os amigos e receber sugestões de novos artistas. E detalhe: sem precisar baixar arquivos para o seu computador, ou recebendo músicas com qualidade ruim.

Por isso, a equipe do TechTudo preparou um especial detalhando as principais características de seis dos principais serviços deste ramo: Spotify, Rdio, Rhapsody, Grooveshark, Senzarie Google Play Music. Confira abaixo as principais características de cada um e avalie qual será o que melhor se encaixa às suas cessidades.
Spotify

Lançado em outubro de 2008, o serviço contava com aproximadamente 10 milhões de usuários em 15 de setembro de 2010 (destes, cerca de 1 milhão de membros são pagantes). O Spotify estreou nos EUA no dia 13 de julho após uma longa negociação com as gravadoras. De acordo com números próprios da empresa, seriam 1.6 milhão de assinantes só na Europa.

Ao acessar o Spotify pelo Brasil, é exibida mensagem de erro (Foto: Reprodução)

Disponível em apenas dez países (grupo que não inclui o Brasil), o serviço trabalha com três planos: o gratuito, que oferece acesso limitado às músicas e exibe anúncios, o Unlimited, que custa US$ 5 mensais e permite ouvir qualquer canção, e o Premium, que custa US$ 10 e pode ser executado em celulares, armazenar músicas para serem executadas offline, e permite o acesso internacional, em qualquer lugar do mundo.
Ainda não há previsão para que o Spotify chegue ao Brasil e muitos usuários até conseguem criar contas gratuitas no programa por meio de proxys, mas se você quiser o pacote Premium, é preciso apelar para o GoSpotify.Net, um site que registra a conta pra você, independentemente de qual lugar do mundo você esteja, por US$ 15 mensais durante um ano.
Rdio

Ao contrário do Spotify, o Rdio está disponível no Brasil e tem até mesmo uma empresa de telefonia como parceira: a Oi. O serviço chegou ao país no final de 2011, mas tem uma boa chance de emplacar pela dedicação ao mercado local. À princípio, são sete dias de testes gratuitos para qualquer usuário.

Versão brasileira do Rdio é em parceria com a Oi (Foto: Reprodução)

Se você gostar, aí a coisa já muda um pouco de figura: R$ 8.99 mensais para ouvir músicas online e R$ 14.99 no plano com app para celulares e opção de escutar as canções offline. Entre as principais funções do Rdio estão criar listas de reprodução, pesquisar por músicas da sua banda favorita e até mesmo criar construir uma rede de amigos se você relacionar sua conta às redes sociais.

O modo offline é bem interessante e permite que o usuário ouça suas músicas em qualquer lugar, mesmo se não tiver conexão com a internet. É possível sincronizar as canções de suas playlists com telefones, tablets ou PCs sem estar conectado à web, por meio de aplicativos especiais que são gratuitos. Tem apps para Android, iPhone e BlackBerry.

Rhapsody

O serviço se classifica como uma jukebox online. Por planos mensais que custam 5, 10 ou 15 dólares, o usuário que se cadastrar no Rhapsody terá a seu dispor uma variedade imensa de músicas e que podem ser ouvidas nos mais diversos dispositivos eletrônicos. É esta polivalência o seu principal diferencial.

Serviço tem polivalência como principal característica (Foto: Reprodução)

Criado em 2001, é um dos pioneiros no ramo e tem suporte para mais de 70 aparelhos, sejam eles computadores, tablets, mp3 players e até mesmo televisões. São 13 milhões de músicas no catálogo e uma experiência de dez anos neste mercado. Além das músicas organizadas por cantores, há também playlists já prontas de acordo com os ritmos.
No entanto, assim como no Spotify, nada de conta para brasileiros. Ao tentar criar uma conta ou fazer o download de um software do Rhapsody em seu site oficial, a mensagem “Sorry, we are not able to offer Rhapsody Premier at this time” desanima um pouco. No entanto, é sempre possível criar uma conta grátis utilizando um serviço de Proxy, como este programa chamadoTor.

Grooveshark

O Grooveshark talvez seja um dos serviços mais conhecidos no Brasil, e também um dos mais fáceis de serem utilizados. Online desde 2007, o site está disponível para qualquer um e é possível ouvir música sem ao menos ser cadastrado. Basta acessar, procurar a canção que você deseja e dar play. Como se fosse um YouTube, porém, somente de músicas em áudio.

Grooveshark é mais famoso entre os brasileiros (Foto: Reprodução)

Mas quem deseja se cadastrar pode aproveitar muito mais as funcionalidades do serviço. É possível integrar sua conta ao Facebook e ao Google+, compartilhar o que está ouvindo, criar playlists e ter um perfil para se relacionar com os amigos que têm conta no Grooveshark… Uma experiência online bem interessante, e o melhor: de graça e em português.
Também há planos pagos, com as características que já são comuns também nos seus principais concorrentes: por nove dólares você pode ter acesso móvel ao programa, em seu celular; ou por seis dólares você pega a versão sem anúncios e interrupções em sua música. Ambos estão disponíveis para o público brasileiro.
Segundo informações da Wikipédia, o fluxo de músicas do Grooveshark é de 40 a 50 milhões de "plays" por mês, com mais de 400 mil usuários – número que cresce de 2 a 3% mensalmente.

Senzari

Lançado neste fim de ano simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, o Senzari tem como principal característica uma novidade que pode ser interpretada como muito positiva ou muito negativa. Integrado ao Facebook, ele não necessita de cadastro em separado para se registrar. Basta digitar as informações de sua conta na rede social para ter acesso à essa rádio online, que é um tanto quanto curiosa.

Senzari sugere artistas para sua playlist (Foto: Reprodução)

O motivo? Além das 10 milhões de músicas e das parcerias com canais como MTV e VH1, o serviço dá sugestões de playlists baseadas no gosto musical do usuário. Por exemplo: no caso de buscar por um cantor de hip-hop, como 50 Cent, a página pode incluir em sua lista de reproduções canções de nomes como Snoop Dogg e Eminem. Caso você não goste da recomendação, basta avaliar o artista negativamente (mesmo esquema do Last.FM e do Pandora).

Outra característica interessante do programa é que ele exibe os amigos que estão online no Facebook no menu do lado direito. Assim, você pode interagir com os contatos, convidando-os para o serviço e até mesmo recomendando e recebendo dicas sobre as músicas. Do lado esquerdo no menu é possível criar novas “stations” e acessar as que já foram criadas.

Google Play Music

O serviço de músicas do Google é uma ótima opção para quem gosta de escutar suas canções favoritas em qualquer lugar e com muita praticidade. Integrado ao Google Play, ele não só permite que se compre músicas pela internet, como também envie as músicas que estão em seu PC para o sistema de armazenamento em nuvem do Google Play Music.

Site do Google só está disponível no Brasil se você mascarar o IP (Foto: Reprodução)

Não há ainda como se registrar com contas brasileiras, a não ser que se mascare o seu IP,como neste tutorial. Depois disso, não é preciso mais disfarçar as informações de localização de seu computador. Pelo contrário. É possível abrir a página de qualquer computador, tablet ou smartphone – do Brasil ou de qualquer lugar do mundo.
Além disso, para quem tem um dispositivo móvel com o sistema operacional do Google, o Android, é possível fazer o download de um aplicativo totalmente gratuito para ouvir suas músicas também offline em qualquer local. Um grande diferencial em relação aos seus grandes concorrentes, que cobram por este serviço.
No Google Play Music, pelo menos por enquanto, você só paga pelas músicas que comprar. No entanto, se você tiver uma biblioteca musical grande em casa, pode enviar os arquivos pro serviço e não gastar um centavo sequer.

Conclusão

O melhor serviço depende do que você considera ser prioridade. O Spotify tem o melhor acervo de músicas, mas precisa de VPN e alguns macetes para ter uma assinatura paga. OOi Rdio tem crescido cada vez mais aqui no Brasil, apesar de ser pago. Sua sincronia de músicas offline em smartphones é um diferencial, mas o serviço carece de músicas brasileiras que estejam 'bombando'.

O Grooveshark, por sua vez, tem um acervo gratuito que pode também ser acessado via 3G, mas boa parte deste conteúdo esta desorganizado (por vezes até duplicado ou com qualidade ruim). O Rhapsody tem uma boa plataforma e bom acervo, mas por ser pouco famoso no Brasil, dificilmente você terá companhia para compartilhar e descobrir novas músicas e artistas.
O Senzari é gratuito, funciona no Brasil e tem um acervo de qualidade, mas ainda engatinha na popularidade e nos serviços premium (não tem acesso via celular). Já o Google Play Music funciona quase como um iTunes, permitindo até que você suba suas músicas do computador para a 'nuvem' (ideal para ouvir estilos 'fora do grande circuito', como funk, forró ou hip hop brasileiro). O problema é que o serviço não funciona no Brasil, e precisa de VPN e macetes para funcionar por aqui.

O que está acontecendo com o OpenOffice?

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Apache (Foto: Divulgação)Apache (Foto: Divulgação)
O projeto OpenOffice , embora tenha dado origem ao pacote de aplicativos de produtividade e escritório em código aberto mais popular, tem uma história curiosa até mesmo quanto à sua denominação. Neste artigo, vamos recapitular brevemente, mencionando o StarOffice, OpenOffice.org, BrOffice e LibreOffice, os pontos diferentes da trajetória iniciada por um mesmo sistema.
Na sua origem, ainda no tempo dos computadores domésticos de 8 bits, ele era um programa proprietário chamado StarOffice. Na virada do século, a Sun o comprou, disponibilizou sob uma licença open source e passou a coordenar a continuidade do seu desenvolvimento sob o nome OpenOffice.org. O esforço durou até o ano passado, quando a Oracle (que adquiriu a Sun e passou a chamá-lo de Oracle Open Office) o descontinuou como produto e repassou o seu código para a Fundação Apache, que o está incubando como um novo projeto chamadoApache OpenOffice.
O próprio nome OpenOffice.org, pelo qual foi conhecido durante seus anos de maior expansão, é curioso: o sufixo .org é mais comum a domínios do que a nomes de produtos, mas acabou sendo necessário porque o nome OpenOffice, escolhido pela Sun, era marca registrada de outras organizações em vários países onde ele era distribuído, como Holanda, Inglaterra e Brasil.
Acrescentar o .org à marca foi suficiente em outros países, mas não aqui: após alguma movimentação jurídica por parte do detentor da marca OpenOffice, os desenvolvedores locais decidiram passar a chamá-lo por aqui de BrOffice, um produto compilado separadamente a partir de uma base de código comum à do OpenOffice, mas com alguns recursos adicionais desenvolvidos localmente, incluindo o suporte a um corretor gramatical para o nosso idioma.
Antes de a Oracle encerrar o ciclo de vida do produto e repassar seu código à Fundação Apache, entretanto, ocorreu mais um capítulo curioso (e lamentável a seu modo): após bastante atrito entre a comunidade de desenvolvedores externos (que já tinha dificuldades com o estilo de gestão da Sun, e encontrou barreiras muito maiores após a aquisição) e a Oracle, os programadores (incluindo os brasileiros do BrOffice, em sua maioria) resolveram se unir e proclamar independência, na forma do projeto LibreOffice, que partiu do ponto em que o código aberto do OpenOffice.org se encontrava na época.


OpenOffice Calc (Foto: Reprodução/Helito Bijora)

Infelizmente, hoje LibreOffice e Apache OpenOffice não têm um relacionamento completamente funcional entre si, e há até mesmo incompatibilidades de licenciamento entre seus produtos, embora ambos sejam livres. Mas a cisão entre eles é recente, e ainda podemos torcer por uma evolução positiva no futuro próximo.
Enquanto isso, no Apache OpenOffice

Há discussão sobre qual dos projetos hoje em atividade é o sucessor direto do OpenOffice “original”: indo além da mera questão formal, o Apache OpenOffice recebeu a continuidade material, representada pelo código-fonte, a marca e outros recursos do projeto que pertenciam, de direito, à Oracle; o LibreOffice, por outro lado, recebeu uma cópia legítima do mesmo código, juntamente com grande parte dos desenvolvedores que formavam a equipe anteriormente – mal comparando, é como dizer que um deles é herdeiro do corpo, e o outro é do espírito.

As atividades do LibreOffice tem sido mais visíveis: como ele é a alternativapresente em boa parte das distribuições Linux populares, liberou algumas versões e tem emitido comunicados (inclusive em português) para a imprensa especializada, o público interessado tem como ver como ele está (ou não) evoluindo e formar sua opinião a respeito.
Já no caso do Apache OpenOffice, a fase de transição que ele vive contribui para tirá-lo um pouco das vistas do público. Embora a Fundação Apache tenha recursos e os aplique bem, e neste caso em especial tenha parceiros de peso como a IBM e a própria Oracle apoiando, o processo de receber um novo projeto para incubação, iniciado em junho, exige uma série de atividades pouco charmosas, incluindo questões de licenciamento, revisão do código existente para adoção de determinados padrões, e mais.
É trabalho nos fundamentos, o tipo de coisa que é pouco visível, gera pouca repercussão positiva, mas pode permitir que o projeto depois cresça de forma mais segura e contínua.
Saindo da surdina
Para evitar essa aura de invisibilidade, portanto, um dos responsáveis pelo projeto no âmbito da Apache veio a público para não apenas dizer o que está acontecendo, como ainda apresentar um diagrama caprichado mostrando quais atividades fora desenvolvidas em que momentos, e até mesmo o que está previsto para o futuro próximo.


Apache OpenOffice (Foto: Divulgação)

Como você pode ver na imagem acima, boa parte das atividades mencionadas podem ser descritas como de preparação, não importando se constam no grupo de infraestrutura, de desenvolvimento ou de comunidade.
A bem do detalhamento, vamos mencionar algumas das atividades já concluídas, por área.

Na infraestrutura, cujos produtos usualmente se destinam a ser usados pelas duas outras áreas, temos a criação do blog do projeto, migração da wiki e do site, criação de listas de discussão, migração do sistema de controle e registro de bugs e mais.
No desenvolvimento temos a criação de um espaço para comunicações sobre segurança do sistema, a importação do código-fonte, a definição de um plano de controle de qualidade, a conversão dos termos de licenciamento e mais.

No aspecto comunitário, temos a criação de três listas de discussão por idioma (japonês, alemão e italiano), o processamento dos desenvolvedores autorizados a modificar o código-fonte diretamente, e a própria mudança de nome para Apache OpenOffice.
A ordem em que estes passos foram executados é em si interessante, e sugiro gastar 2 minutinhos olhando a linha do tempo, da esquerda para a direita, para ter uma ideia mais completa sobre o encadeamento destas tarefas.


OpenOffice Writer (Foto: Reprodução/Helito Bijora)

Significa?
A situação atual dos herdeiros mais visíveis do antigo StarOffice tem muito espaço para melhorias, evitando retrabalho, concorrência por recursos e até ligeiras trapalhadas como a que ocorreu com uma atualização de segurança no ano passado, que se referia a um bug presente em ambos os sistemas open source mas, devido à ausência (agora já resolvida) de canais eficazes de comunicação, foi corrigida apenas em um deles.

Mesmo assim, já que a existência de dois projetos separados no momento é um fato incontestável, é bom ver que a Fundação Apache não apenas está aplicando ao OpenOffice o seu rigor habitual, como também tem claro o foco na necessidade de ser ativamente transparente em relação ao público usuário.

Não acho que necessariamente só um dos dois projetos vai “ganhar”, e muito menos que para isso o outro precise necessariamente “perder”, e minha torcida é para que ambos gerem valor para os usuários, permitindo que uma linhagem de aplicativos que nasceu no tempo dos 8 bits continue sendo útil e suficientemente atual nos nossos desktops e chegando à era pós-PC, seja quando que for que ela ocorrerá!

Reality show acende debate sobre preconceito contra mulheres gamers

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O preconceito contra mulheres gamers veio à tona no início deste mês, durante o programaCross Assault, um reality show exibido pela Internet que mostra um torneio de Street Fighter X Tekken, promovido pela Capcom. Pelo Twitter, a participante Miranda Pskozdi acusou o capitão de seu time, Aris Bakhtanians, de assédio sexual e misoginia.

Miranda Pskozdi (Foto: Reprodução)

O acusado sequer teria se importado quando confrontado em uma conversa particular, segundo Pakozdi. De fato, em outra discussão exibida no quinto episódio da série, Bakhatanians afirmou que xingamentos contra mulheres eram aceitáveis, pois assédio sexual fazia “parte da cultura de eSports há mais de 15 anos”, e que “isso não pode ser mudado”.
A polêmica repercutiu em diversos fóruns e sites especializados em games. A Capcom precisou retratar-se publicamente: “A Capcom acredita que todos devem ser tratados com respeito. Esse problema particular nos chamou a atenção e já foi resolvido. Nós sinceramente pedimos desculpas a qualquer um que tenha se sentido ofendido por quaisquer comentários expressos durante a atração."

O próprio Aris Bakhtanians pareceu ter se arrependido, publicando uma retratação no Twitter. “Ao fazer essas declarações, eu estava estressado porque senti que a cultura da comunidade que eu faço parte há mais de 15 anos estava sendo ameaçada. Eu sinceramente peço desculpas se tiver ofendido alguém."
Infelizmente, casos como esses também são comuns no Brasil. “A maioria dos homens na Internet acha que pode xingar as mulheres por ter um preconceito de que nós somos ruins e bastante inferiores, principalmente quando eles perdem para nós”, relata a jogadora profissional de Counter Strike, Carolina Ribeiro.

Garotas gamers são alvo de preconceito (Foto: Divulgação)

Shayene Victorio, outra campeã de Counter Strike, também diz que situações como essa são comuns por aqui, mas faz uma ressalva. “Os meninos sentem muito orgulho de nós. Às vezes, zoam para chamar a atenção. É como quando você é criança e o menino puxa seu cabelo. Na verdade ele quer dizer que te ama!”, brinca Shay, como também é conhecida.

Ao menos dois jogadores masculinos afirmam não ter problemas com mulheres participando de campeonatos, embora relatem já ter testemunhado diversas situações de discriminação contra mulheres gamers. Para Luís Hessel, que, além de Counter Strike, jogou profissionalmente StarCraft entre 2000 e 2011, o desrepeito vai além. “Vejo constantemente provocações entre times e jogadores, e acho bem perigoso como a comunidade acha normal a guerra psicológica entre competidores. É um atentado ao respeito que devemos ter uns com os outros incondicionalmente”, explica.

Arthur Resende, mais um craque do Counter Strike e que namora outra jogadora profissional, Falissah Finger, concorda. “Geralmente eu defendo as que estiverem jogando comigo para não gerar confusão, odeio esse tipo de preconceito”, conta. O problema ocorrido no reality showCross Assault ao menos trouxe visibilidade ao problema, acredita o jogador. “É um absurdo, isso não é normal e nem faz parte do eSport. Fazer isso em um campeonato deveria acarretar no mínimo em uma expulsão do jogador."

Já Carolina Ribeiro crê que casos como esse atrapalham e até impedem o surgimento de novas jogadoras profissionais. “Para essas meninas, eu aconselho considerar esse obstáculo como outro qualquer, porque quando alguém faz algo que gosta, vai até o fim”, afirma. Conselho semelhante ao de Shayene, que recomenda às novas profissionais terem consciência do mundo em que estão entrando. “Dizer que vai ser mil maravilhas é mentira. Mas não dê atenção aos comentários maldosos. Mostre que o seu maior diferencial é a sua habilidade, não o seu gênero”.